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Horário de funcionamento do Museu Oceanográfico:

Segunda-feira: FECHADO

Terça-feira: 14h às 18h


Quarta-feira: 14h às 18h

Quinta-feira: 14h às 18h

Sexta-feira: 14h às 18h

Sábado: 14h às 18h

Domingo: 14h às 18h (visitação a área externa)

Pesquisa de opinião de 1.216 visitantes do Museu Oceanográfico que espontaneamente responderam por escrito o questionário


Publicado no dia 12/12/2023 - 22:08:50

Projetos

 

 

 

Objetivo do IDES e.V.


O IDES e. V. é uma aliança de empresas alemãs, especialmente da Saxônia, para somar competências nas seguintes áreas:

  • Desenvolvimento e utilização de estações híbridas;
  • Produção de biogás/biometano;
  • Utilização de aerogeradores de pequeno porte e sistemas fotovoltaicos para pequenas povoações, casas ou fazendas;
  • Pesquisa e desenvolvimento na área do uso de energias renováveis;
  • Formação através de estágios, monografias, teses de mestrado / doutorado, concepção de workshops;
  • Planejamento/projeto de sistemas para o uso de energias renováveis;
  • Estudos de viabilidade econômica, financiamentos e formação de joint-ventures.


CONTATO:

IDES e. V.-Innovationszentrum dezentraler
Energieversorgungssysteme
Presidente: Dr.-Ing. habil. K.-D. Lietzmann
Frauensteiner Strabe 118
09599 Freiberg, Alemanha
Telefone: +49 (0) 37 31 / 26 08 0
Fax: +49 (0) 37 31 / 26 08 26
www.ides-ev.de info-ides@web.de info@epienergia.com.br



Demonstração do Uso de Energias Regenerativas através de:

- Sistemas funcionais que geram energia no local

  • Monitoramento através de display;


- Apresentação em 16 pôsters que informam os fundamentos da geração de energia renovável;

- Modelos que demonstram o funcionamento da geração de energia.



Objetivo do Centro de Demonstração:

  • Informação ao público sobre as tecnologias já existentes para o uso de energias renováveis:

 

  • Apresentação de tecnologias referente ao uso de energias renováveis que:


- Possibilitem uma produção independente e autônoma de energia;
- Contribuem para a proteção do clima e do meio ambiente;
- Incentivem o desenvolvimento cultural e econômico local;
- Utilizem o potencial energético local.


Público-alvo:

População em geral, estudantes de escolas e universidades, especialistas da área de energia, arquitetos, construtores e empresários.


Local:


FURG – Museu Oceanográfico
Professor Eliézer de Carvalho Rios
Rua Cap. Heitor Perdigão, 10
92200-580 – Rio Grande, RS, Brasil

EM MANUTENÇÃO

 

"Projeto LARUS proteção de fauna e monitoramento ambiental na prevenção e contingenciamento de acidentes com hidrocarbonetos nos ecossistemas costeiros do sul"

Objetivo geral

Desenvolver um programa de monitoramento ambiental, referenciado no Museu Oceanográfico do Rio Grande, que articule o conhecimento tradicional das populações que habitam a costa com o conhecimento científico, envolvendo as comunidades costeiras.

Objetivos específicos

- Dar continuidade e permanência do monitoramento ambiental, faixa de praia e região estuarina, do litoral sul do Rio Grande do Sul.

- Obter informações para conhecer as dinâmicas populacionais, hábitos alimentares e principais patologias dos animais que ocorrem na nossa costa.

- Identificar e avaliar as ações antrópicas no litoral do Rio Grande do Sul.

- Realizar um Diagnóstico Rápido Participativo com as comunidades costeiras, para conhecer a sua percepção sobre os aspectos ambientais monitorados pelo museu.

- Integrar o conhecimento comunitário tradicional com os resultados do monitoramento ambiental e com o conhecimento científico já produzido.


Premissas

O projeto visa fortalecer a identidade das comunidades costeiras inseridas na sua área de abrangência, além de trabalhar na formação e instrumentação dos seus representantes, para que estes possam atuar no desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao enfrentamento dos principais problemas existentes, segundo a visão das comunidades locais.

Da mesma maneira, o projeto visa aprimorar o conhecimento dos ecossistemas e da biodiversidade da região sul da costa do RS, como forma subsidiar ações de contingenciamento em casos de acidentes com hidrocarbonetos e também determinar áreas de maior vulnerabilidade ambiental com base nos indicadores monitorados.

A metodologia consiste na construção do conceito de comunidades costeiras e na identificação das questões prioritárias que afetam os seus moradores (que vem sendo consolidadas no Diagnóstico Rápido Participativo), auxiliando na estruturação das organizações existentes, no sentido de encaminhar ações práticas a serem demandadas dos órgãos públicos e demais instituições pertinentes.

Este movimento conta também com os conhecimentos científicos produzidos pelo Museu Oceanográfico da FURG e CRAM através do monitoramento da faixa de praia e dos estudos sobre a fauna marinha da região, objetivando assim a construção de um saber ambiental que unifique os conhecimentos tradicionais e científicos e que seja capaz de influenciar ações concretas na melhoria da qualidade ambiental e nas condições de vida das comunidades.

Atividades

Até o momento foram realizadas reuniões em todos os municípios abrangidos pelo projeto, além do monitoramento mensal da faixa de praia e do levantamento das patologias mais freqüentes nos aves marinhas da área de estudo (Pingüins de Magalhães Spheniscus magellanicus).

O projeto conta com o financiamento da PETROBRÁS e têm duração prevista até 2011, sendo conduzido pela equipe do Museu Oceanográfico, do CRAM além de discentes de cursos de graduação e pós-graduação da FURG e UFPEL.

 

Mapa Interativo:

MUSEU OCEANOGRÁFICO

CEP 96200-580 - RIO GRANDE - RS - BRASIL
E-mail: agendamentomuseu@furg.br
Telefones: (53) 3237-3120
                (53) 3237-3115

CCMAR

CEP 96200-190 - RIO GRANDE - RS - BRASIL
Telefone: (53) 3234-3500

CRAM

CEP 96200-580 - RIO GRANDE - RS - BRASIL
Telefones: (53) 3237-3118
                

Ações 2008

 

 

APRESENTAÇÃO

O projeto CCMar, da Universidade Federal do Rio Grande e financiado pelo BNDES, atende a jovens estudantes entre 14 e 17 anos em situação de vulnerabilidade sócio-econômico-ambiental da cidade do Rio Grande, principalmente aqueles provenientes de comunidades carentes, no sentido de motivar uma transformação que os encaminhe a uma participação solidária e fraterna.

O Centro de Convívio dos Meninos do Mar em consonância com a própria função institucional da FURG assume como missão:

"Promover a educação plena, enfatizando uma formação geral que contemple a técnica e as humanidades, que seja capaz de despertar a criatividade e o espírito crítico, fomentando as ciências, as artes e as letras e propiciando os conhecimentos necessários para o desenvolvimento humano e para a vida em sociedade" (Projeto Político-Pedagógico, 2004, p.14).

O Centro de Convívio dos Meninos do Mar assume como missão precípua:

"Ratificar a desejada educação plena, através do intento de formação integral de jovens em situação de vulnerabilidade sócio-econômico-ambiental da cidade do Rio Grande, atendendo a vocação regional para as ações desenvolvidas no ecossistema costeiro com ênfase na mentalidade marítima e na inserção do jovem no mundo do trabalho".

Nesta perspectiva, a metodologia desenvolvida nos cursos e ações propostas no projeto do centro tem como orientação os princípios da Educação Ambiental: a solidariedade, a cooperação, respeito, o diálogo e o cuidado (Barcelos, 2003), promovendo ao mesmo tempo o desenvolvimento das competências técnicas e a construção de valores sociais relevantes à formação cidadã de cada jovem participante.

O cumprimento da proposta e das atividades de inclusão social do CCMar ocorrem a partir da oferta de cursos básicos pré-profissionalizantes voltados para as necessidades da região e também dando ênfase especial a um despertar de vocações marítimas, promovendo assim, competências profissionais e humanas para ajudar na inserção ao mercado de trabalho e alternativas de geração de renda de forma autônoma.

JUSTIFICATIVA

O presente Projeto Político-Pedagógico Pré-Profissionalizante possui como espaço para o desenvolvimento de suas ações pedagógicas e profissionalizantes a estrutura do "Centro de Convívio dos Meninos do Mar" - CCMar / FURG, um centro concebido e projetado no âmbito do Museu Oceanográfico "Professor Eliézer de C. Rios" em 1986 e em 2008, torna-se realidade.

O Museu Oceanográfico foi fundado em 08 de setembro de 1953 e integra o Complexo de Museus e centros associados da FURG, do qual fazem parte o Museu Náutico, o Eco-Museu da Ilha da Pólvora o Museu Antártico e o CRAM - Centro de Recuperação de Animais Marinhos.

O Museu Oceanográfico desenvolve desde sua fundação, a pesquisa o ensino e a extensão, divulgando o conhecimento sobre a vida e a dinâmica dos oceanos, bem como promove a exposição pública sobre a biodiversidade dos oceanos, com destaque aos aspectos regionais e mobiliza a comunidade para a preservação do meio ambiente.

O CCMar / FURG, financiado pelo BNDES, estruturou-se com a finalidade de atender, sobretudo, aos jovens de 14 a 17 anos da cidade de Rio Grande que se encontram em situação de vulnerabilidade sócio-econômico-ambiental.

Considerando nosso o sentimento de responsabilidade e compromisso social, o projeto político-pedagógico do CCMar prevê o princípio da reversão destas desigualdades, promovendo ações que motivem e transformem o horizonte imediato destes jovens e os encaminhem para uma participação social com uma inserção crítica, solidária e fraterna em suas dinâmicas enquanto sujeitos sociais e históricos, principalmente no que tange às suas relações com o mundo do trabalho.

OBJETIVOS GERAIS

  • Atender aos jovens em situação de vulnerabilidade sócio-econômico-ambiental da cidade do Rio Grande, principalmente aqueles provenientes de comunidades carentes, no sentido de motivar uma transformação que os encaminhe a uma participação social, solidária e fraterna;
  • Engajar através do desenvolvimento da mentalidade marítima, os jovens em ações voltadas para o aprendizado e a respeitosa intervenção no ecossistema costeiro;
  • Favorecer o aprendizado de ofício(s) e quiçá, a profissionalização dos jovens, em saberes e fazeres relacionados à contemporaneidade do mundo do trabalho;
  • Contribuir para o pleno desenvolvimento das competências pessoal, social, produtiva e cognitiva, dos jovens, através de um processo de formação integral, tendo como principais referenciais às aprendizagens desenvolvidas durante as oficinas, espaços e tempos de convivência no próprio Centro.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Educar para relações inter-pessoais e sociais;
  • Despertar atitudes e competências para o labor autônomo, empresarial e esportivo;
  • Incentivar a permanência no ambiente educacional para fins de conclusão da educação de ensino fundamental e médio;
  • Incentivar a formação em atividades profissionais relativas às necessidades de mão-de-obra voltadas para o Mar;
  • Formar jovens para o exercício de atividades profissionais visando sua inserção no mercado de trabalho.

PÚBLICO ALVO

Meninos e Meninas com idade de 14 a 17 anos, expostos aos riscos de vulnerabilidade social, tais como: marginalidade, adesão á drogas, prostituição, abandono familiar. Estes jovens serão oriundos de grupos familiares com renda de um a um e meio salário mínimo, que estejam freqüentando a escola, independentemente da série e moradores de áreas urbanas periféricas com alto índice de pobreza.

AÇÕES PROPOSTAS

DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA

Possibilitar, aos jovens, a compreensão/reflexão da realidade sócio-político-ambiental na qual está inserido e sua relação com o mundo do trabalho, permitindo-lhes uma formação que priorize a cidadania e a defesa dos direitos humanos.

COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO

Criar situações de leitura e escrita, a partir de contagem de estórias de personagens da literatura das narrativas das histórias de vida dos participantes, valorizando e respeitando as diferenças das experiências de cada um na construção da identidade e da cidadania.

MEIO AMBIENTE

Propor discussões acerca de conceitos do senso comum sobre ambiente e natureza, superando-os e conscientizando os jovens do seu o papel nas interações do meio ambiente.

CULTURA

Valorizar as expressões artísticas de cada um, através de um espaço que valoriza a ação criadora individual e coletiva.

TRABALHO, TECNOLOGIA E PRODUÇÃO

Desenvolver a aprendizagem de habilidades referentes ao mundo do trabalho bem como de ferramentas utilitárias ao ingresso, permanência e contínua reflexão no mercado contemporâneo, além de estimular nos adolescentes o desenvolvimento da mentalidade marítima.

SAÚDE

Explorar a multiplicidade existencial como forma de compreensão da complexidade humana na relação dos adolescentes com seu corpo físico e social, possibilitando a construção de uma consciência de saúde e qualidade de vida.

 

Em 1974, o ocenólogo Lauro Barcellos deu início a um trabalho institucional de reabilitação dos animais marinhos enfermos e debilitados, os quais encontrava e resgatava ao longo da praia arenosa do Rio Grande do Sul.

Neste mesmo ano, começava a estudar Oceanografia na Fundação Universidade Federal do Rio Grande e paralelamente trabalhava como voluntário no Museu Oceanográfico, do qual hoje é o Diretor.

Desde o início deste trabalho, contou sempre com o apoio do Professor Eliézer Rios - Diretor Fundador do Museu Oceanográfico - de seu colega de trabalho Sr. Rodiney Nascimento e de médicos amigos que ofereciam ajuda e conhecimentos para tratar os animais marinhos que resgatava no litoral do Rio Grande do Sul.

"Eu ficava muito chocado ao encontrar os animais morrendo na praia, sendo que na sua maioria por situações criadas pelo homem - emalhados em redes e em pedaços de plásticos, cobertos de óleo, baleados, fisgados por anzóis e ainda vivos, enrolados em fios de monofilamento de nylon, etc. Muitas pessoas naquela época não entendiam minha atitude, várias vezes me falavam que eu deveria deixar os animais morrerem na praia, pois eles eram seres que viviam naquele ambiente; era muito difícil ouvir estas considerações", afirma Lauro Barcellos.

O oceanólogo não concordava com o pensamento daquelas pessoas, achava sempre um absurdo não tomar alguma atitude perante uma barbaridade daquele tamanho.

Seus deslocamentos por esta praia começaram desde a infância e até hoje lhe causam grande alegria e uma imensa satisfação de poder estar perto deste mar repleto de paisagens e vida.

Eram e ainda são, focas, lobos e leões marinhos, pingüins, albatrozes, petréis e gaivotas, tartarugas, orcas, golfinhos e toninhas, às vezes animais dos banhados, tais como: flamingos, lontras, capivaras, ratões e várias espécies de aves continentais que foram encontrados pelo ocenólogo e sua equipe, enfermos ou debilitados, necessitando de ajuda para sobreviverem.

Esta grande variedade de animais, na maior parte das vezes são vítimas da ação covarde e irresponsável do homem.

Baleados por armas de fogo, contaminados por óleo e outros produtos químicos jogados na natureza, ingestão de plástico sob diferentes formas, mutilados e emaranhados em redes de pesca, mutilados também pelos hélices dos barcos, alguns inclusive presos em embalagens de madeira ou plástico.

"Esta situação sempre me causa grande indignação e por conta disso, mantenho esta atitude em favor destes animais", afirma mais uma vez Lauro Barcellos.

Em 1995, o veterinário Rodolfo Pinho da Silva e a oceanógrafa Andréa Adornes, começaram a se interessar pela proposta do oceanólogo e foram fazer parte da equipe do CRAM, que naquele momento estava recebendo o apoio do Ministério do Meio Ambiente através do Fundo Nacional do Meio Ambiente que ajudaram a construir instalações adequadas aos trabalhos de reabilitação de animais marinhos. Assim, hoje é possível trabalhar em ótimas condições: com áreas para despetrolização de fauna, tanques para reabilitação de animais, sistemas hidráulicos adequados, água quente em abundância, medicamentos, materiais para resgate e imobilização de animais.

Este local adequado, bem equipado e todo o trabalho foi denominado de Centro de Recuperação de Animais Marinhos - conhecido por CRAM - infelizmente as ocorrências não diminuíram ao longo deste tempo de 34 anos.

É certo que hoje há muito mais interação com a comunidade, que nos avisa sobre as ocorrências, também os meios de comunicação e os jornalistas fazem um trabalho fundamental de divulgação e monitoramento, mas também é certo que hoje os impactos ao meio ambiente são maiores, acarretando cada vez mais problemas para os animais de vida livre.

"Acreditamos que além de salvar os animais, estamos educando as pessoas para uma convivência mais equilibrada com a natureza."

O CRAM, anexo ao Museu Oceanográfico, pertence também a Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG - no Rio Grande do Sul, desde o ano 2000, recebe um apoio muito importante da PETROBRAS.

Esta parceria é fundamental e viabiliza a ação nacional e internacional das equipes do CRAM. Para tanto, são mantidas equipes em prontidão para entrarem em ação em qualquer momento que se faça necessário e também são oferecidos vários cursos de capacitação de pessoal, para atuarem em acidentes que envolvam derramamentos de óleo e contaminação de fauna. Desta maneira, é possível habilitar um contingente significativo que está devidamente preparado para atuar em emergências ambientais, em vários estados do Brasil.

Também foi concebido para a PETROBRAS, um projeto que viabilizou a construção de Unidades Móveis de Despetrolização de Fauna. Estas unidades, compostas cada uma por dois contêineres equipados, apóiam os serviços de despetrolização de animais em qualquer lugar que o acidente venha a ocorrer, permitindo assim, uma ação precisa e eficiente.

Salvar animais marinhos é uma missão que também é assumida por outras pessoas em vários lugares do mundo. Aqui no Rio Grande do Sul foi muito difícil começar este trabalho, porque aqui é também um lugar onde existem muitos caçadores, tanto que, há 20 anos, ainda se viam pelas rodovias, carros carregando e exibindo fieiras de aves mortas como troféus em suas laterais.

"Hoje, temos leis, que protegem a vida e o meio ambiente, porém ainda é preciso educar muitas pessoas que vivem fora da realidade. Precisamos fortalecer os sistemas de fiscalização que impedem a dizimação da vida e precisamos investir mais na educação das futuras gerações", finaliza o oceanólogo Lauro Barcellos.

CONTATOS:

estagiocram@furg.br
musbird@furg.br

 

PORTARIA DIVULGA FERIADOS E PONTOS FACULTATIVOS DE 2009

Brasília, 7/11/2008 - A edição desta sexta-feira (7/11) do Diário Oficial da União publica a portaria de número 525 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que estabelece os dias de feriado e de pontos facultativos para o ano de 2009.

As datas previstas na portaria, datada de 6/11/2008, deverão ser observadas por todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica, e fundacional, no âmbito do Poder Executivo, sem prejuízo da prestação dos serviços considerados essenciais.

A portaria determina também que os feriados declarados em leis municipais ou estaduais têm vigência sobre as repartições da administração federal ligadas ao Poder Executivo e instaladas nas respectivas localidades.

Os dias de guarda de credos e religiões não contemplados pela portaria nº 525 poderão ser compensados, de acordo com o que determina a lei nº 8.112/90. Nesses casos, é necessária prévia autorização da chefia.

De acordo com a portaria, no próximo ano haverá oito feriados nacionais e oito pontos facultativos.

Inaugurado em 22 de abril de 1999, o Eco-Museu da Ilha da Pólvora faz uma leitura e apresenta uma exposição sobre a história natural do estuário do Rio Grande.

A Ilha da Pólvora, patrimônio do Exército Brasileiro localiza-se no estuário da Laguna dos Patos e possui 42 hectares de marismas, que são áreas periodicamente alagadas pela maré e servem de habitat para várias espécies de aves, roedores, moluscos, crustáceos, larvas e juvenis de peixes.

Essas marismas estão bem preservadas e, por isso, são utilizadas com objetivos educacionais e científicos.

Neste museu também são desenvolvidos diversos trabalhos científicos de graduação e pós-graduação, dentre os quais se destacam estudos sobre a vegetação, crustáceos, aves e roedores.

 

O Museu Náutico, inaugurado em 9 de abril de 2003 e revitalizado em 13 de junho de 2007, sua exposição destaca o Rio Grande como uma cidade histórica e marítima, realçando sua íntima relação com o mar e com o estuário da Laguna dos Patos.

Tem como objetivo resgatar, preservar e divulgar a cultura e o conhecimento náutico local, valorizando o trabalho humano vinculado a esta cultura e dignificar a atividade daqueles que vivem do mar.

Seu acervo se constitui de embarcações, equipamentos de navegação, pesca e sinalização náutica, mapas e maquetes, que atendem aos modernos princípios da museologia.

 

Inaugurado em 7 de janeiro de 1997, o Museu Antártico mostra um pouco da vida no continente gelado e a significativa presença do Brasil na Antártica.

Anexo ao Museu Oceanográfico, o prédio do Museu Antártico constitui-se de uma reprodução das primeiras instalações da Estação Antártica "Comandante Ferraz".

Seu acervo conta com diversos painéis, otimizados por fotos que detalham a história da conquista daquele continente, a dinâmica dos mares e vida no Pólo Sul, bem como o esforço brasileiro em manter uma base num ambiente tão inóspito.

Estão incluídas na sua exposição, alguns objetos utilizados pelos brasileiros e amostras geológicas e biológicas da Antártica.

 

Museu Oceanográfico "Prof. Eliézer de Carvalho Rios" deu origem ao Complexo de Museus e Centros Associados da Universidade Federal do Rio Grande.

Fundado em 8 de setembro de 1953, mantém uma exposição pública sobre a vida e a dinâmica dos oceanos, apresentada em painéis, maquetes, aquários e diversos equipamentos utilizados em pesquisas oceanográficas.

Nos painéis das salas do Museu são apresentadas várias conchas, que enriquecem a sua coleção de moluscos (atualmente com 51.000 lotes).

Esta coleção, considerada a mais importante da América do Sul, foi organizada pelo Diretor Fundador do Museu Oceanográfico, o Professor Eliézer de Carvalho Rios.

 

 

A Universidade Federal do Rio Grande tem por regimento uma opção prioritária pelo mar. Nesse sentido, tem sido particularmente significativa a contribuição de seu complexo de museus e centros associados, tanto por meio de exposições permanentes e itinerantes quando pela sua capacidade de dialogar com a comunidade, acrescendo-lhe a vontade de descobrir o mundo oceânico e mobilizando-a para a defesa do patrimônio marítimo costeiro nacional.

O Complexo de Museus e Centros Associados, formado pelo Museu Oceanográfico "Eliézer de C. Rios", Museu Antártico, Eco-Museu da Ilha da Pólvora, Museu Náutico, Centro de Recuperação de Animais Marinhos - CRAM e Centro de Convívio dos Meninos do Mar - CCMar, complementam a missão da Universidade, tanto no que se refere a formação de professores e estudantes quanto a extensão, a pesquisa e a divulgação.